Um Brasil de Misérias


Entre lixos, tristeza e sangue está a sociedade.
A clara e triste marginalização do ser humano, explícita como um filme, um novo programa de televisão.
Um programa para diversão, para a alienação de uma boa parte da população.
Ódio, retrocesso e fome, por estes caminhos andam os filhos da pátria mãe gentil.
Que com seu individualismo aguçado, lança-os na miséria, na tristeza e na delinqüência.

Crianças, pequenas almas encarnadas, jogadas a mercê de um pão sem água, ou água sem pão.
O fingimento da resolução, tentativas de se tranqüilizar durante as noites em que a sua barriga roncava.
A passagem do capital nas Brasílias da vida.
A farta mesa em que seus dirigentes sociais se sentavam todos os dias.
Por lá a fome não passava!

Crianças sem medo, sem culpa, sem se quer entender o por que dessa situação.
Cresciam sem sonhos, sem vontade, sem acalento.
Escola é sinônimo de perda de tempo para quem sequer tem um futuro pela frente.
Os miseráveis lutam apara sobreviver, choram a morte todos os dias e rezam pelo amanhã todas as noites.

Enquanto o Brasil e seus filósofos escreviam sobre a fome, a miséria e a pobreza, a barriga deles roncavam, o frio consumia seus corpos, e o desejo de ver o amanhecer se projetava nos sonhos de todas as noites.

Giovanna Sapienza

 

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